domingo, 21 de dezembro de 2008

Família

Tem certas coisas que são totalmente injustas, muitas coisas pra ser sincera, mas hoje me veio uma à cabeça.
Acabei de chegar da casa dos meus avós, vou lá praticamente todo domingo, mas nunca me canso. Se tem alguma coisa que eu sei que adoro, é a casa deles domingo. Simplesmente porque toda a família ta lá e eu amo toda essa união. Amo demais.
Mas então, não é sobre isso que eu quero falar agora.
A injustiça à qual me referi foi que, enquanto minha mãe tem os dois pais (vovó e vovô) vivos, meu pai não tem mais nenhum. Não que eu quisesse que fosse diferente, acredito fielmente que todo mundo tem seu "prazo de validade" e seu motivo pra ir embora.
Mas apesar de ser muito mais ligados à meus avós maternos, não posso deixar de me sentir meio triste quando lembro do outro par de avós que tanto me faz falta. E posso dizer que meu pai se sente do mesmo modo, só que mais triste, afinal, eram os pais deles.
Enfim, dedico esse post à meus queridos avós, que onde quer que estejam, sei que estão zelando por todos nós.
Sinto muita saudade mesmo. Meu avô foi quando eu tinha uns 6 anos, então eu não tinha idade o suficiente pra sentir o peso da perda, mas senti por muito tempo falta de brincar entre as pernas dele. Minha avó foi ano passado, então eu meio que senti mais. Vovó apesar da idade, era muito bonita, e tenho certeza que fez um baita sucesso quando tinha a minha idade.
Quando alguém me pergunta quantos avós eu tenho, eu respondo (e sempre vou responder) que tenho 4, mas só 2 vivos, porque apesar de não estarem mais no meu cotidiano, estarão sempre presentes na minha vida, e sempre serão meus queridos avós.
Pra finalizar, vovó, vovô, amo muito vocês, e sinto muita falta, muita mesmo.
Um beijão!

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