sexta-feira, 29 de agosto de 2008

(Não) Seja bem-vindo!

Hoje de manhã eu li uma crônica na revista veja que deu pra me identificar muito bem. Falava sobre uma tal de "síndrome de tatuí". O nome diz respeito à questão do "cada um no seu buraco". Pois bem, a razão de eu ter me identificado tanto com o assunto foi a falta de hospitalidade do carioca.
Eu não sei - nem tenho como saber- se o problema é mesmo local, mas que é uma grande verdade, isso é. O que eu queri dizer é, quantas vezes você combina de visitar alguém, ou chama para ser visitado, em sua própria casa?
Não acontece.
Não comigo pelo menos. Sempre que marco alguma coisa com alguém marco na rua. Isso, ainda em acordo com a revista, QUANDO marco. Porque o papo é sempre o mesmo: 'vamos manter contato, combinar de sair'. Mas na real, o tempo passa e eu já sei que não vamos marcar coisa nenhuma.
Também posso estar errada, mas acredito que não sou a única que não suporta visita em casa. É um corre-corre só. Minha mãe remete-se à loucura total, e sempre acaba sobrando para mim e meu pai. Fora toda aquela história de fazer sala. Odeio. Minha educação já cansou de tentar me acompanhar, deve ter desistido. Se eu ficar 10 minutos dando o ar da minha graça, é muito. Trato logo de dar uma desculpa pra me enfiar no meu quarto, ou então vou saindo de fininho mesmo.
No final, ainda sou repreendida pela minha mãe. Muito chato.
Não to querendo dizer que ninguém é bem-vindo aqui em casa - não sou nenhum bicho - nem vou correr pra botar a vassoura atrás da porta. Isso não seria muito gentil. A questão é, se quiser aparecer, não conte com a minha pesença por muito tempo. E traga pelo menos uma sobremesa, vai me poupar uma caminhada de emergência ao supermercado.

Nenhum comentário: